♣ Fi-lo, mas não porque o quis

Jânio Quadros era governador de São Paulo e conversava com José Aparecido de Oliveira, então secretario de Estado, quando recebeu para entrevista o jornalista mineiro Marcelo Tavares, que escrevia para a revista “Manchete”.

Ao chegar, o jornalista entregou a Jânio, como fora previamente combinado, uma lista de perguntas e assuntos a serem abordados.

 Depois de olhar várias vezes para o papel, Jânio comentou:

– Magníficas, excelentes para não dizer brilhantes. Fê-las agora?

O jornalista, então respondeu:

 – Fí-las.

Ao perceber que Tavares falava como ele, Jânio indagou:

 – O senhor também gosta dos modos enclíticos?

– Não, mas para entrevistar o senhor, que remédio?

Jânio riu muito.

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